Um quarto da carne vendida no Reino Unido vem de produtores que não ligam para o bem-estar animal

FOTO: GALINHAS EM GRANJA BRASILEIRA ILUSTRAM A MATÉRIA DO “THE GUARDIAN”

O jornal britânico The Guardian denunciou na edição desta quinta-feira (18.02) que cerca de um quarto da carne comercializada no Reino Unido vem de produtores que não seguem a legislação de bem-estar animal, em vigor na União Européia (UE). O Brasil está entre os fornecedores.

De acordo com o jornal, os animais que desembarcam no Reino Unido vindos de outros países viveram em más condições. “Aves amontoadas, gaiolas apertadas em que porcas são mantidas por um ano inteiro e castração física de javalis — sem anestesia”, foram algumas das crueldades citadas pela reportagem. Crueldades essas que, ainda de acordo com a matéria, os animais não sofrem na UE, devido a uma legislação que entrou em vigor em todos os países pertencentes ao bloco.

Enquanto os criadores europeus são obrigados a atenderem a legislação, não existe qualquer restrição aos países que não atendem aos mesmos requisitos e, consequentemente, tem preços inferiores, aponta o jornal.

A matéria ainda aponta que 25% da carne avícola consumida no Reino Unido vem de sete países europeus e do Brasil. Os oito países “permitem a criação de frangos em alta densidade e não obrigam os criadores a manterem em boas condições suas granjas”.

O jornal ainda aponta a forma cruel com que o rebanho bovino é tratado no Brasil, país que também exporta carne para a Europa: “Lá [no Brasil] é permitida a marcação a fogo, a descorna [retirada dos chifres] e a castração sem anestesia”

O fato está gerando uma revolta entre os consumidores mais exigentes e as sociedades de proteção aos animais, que pedem ao governo que rotule a embalagem da carne para que os compradores possam ter o direito de escolher uma carne que não tenha sido produzida de forma tão cruel.

DENSIDADE

De acordo com o The Guardian, a legislação britânica limita a cerca de 15 aves, com 2,5 kg cada, por metro quadrado, enquanto no restante da União Européia é permitido até um terço a mais (20 aves). O Reino Unido ainda é bastante exigente quanto ao acesso das aves a comedouros e bebedouros, além de que as gaiolas sejam forradas com material confortável.

Fonte: Vida Vegetariana

via EVANA

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