Cavalgada do Mar

Vereadores querem conhecer cronograma para Lei das Carroças

Fonte: VAL – VANGUARDA ABOLICIONISTA

F

por Vítor Bley de Moraes

A Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana da Câmara (Cedecondh) discutirá, na próxima terça-feira (9/3), a regulamentação da chamada Lei das Carroças, em vigor há um ano e meio. Na reunião, sugerida pelo vereador Sebastião Melo (PMDB), os vereadores pretendem saber da prefeitura quais ações já foram implantadas, assim como avaliar os planejamentos e prazos.

A lei aprovada pela Câmara estabelece prazo de oito anos para a retirada gradativa das carroças das ruas de Porto Alegre, com políticas de inclusão social aos carroceiros. Foram convidados a participar a Secretaria Municipal de Governança Local, Smic, Smam, Secretaria Municipal da Saúde, Secretaria Municipal de Segurança Urbana, SMGAE, DMLU, EPTC, Fasc, Smed, Demhab, GVP, PGM e Ministério Público Estadual. O início está previsto para as 14h, na sala 302 da sede do Legislativo municipal (Av. Loureiro da Silva, 255).

Ouvintes da Rádio Gaúcha rejeitam Cavalgada do Mar

Nesta terça-feira, di 2 de março, o programa ‘Polêmica’, apresentado por Lauro Quadros na Rádio Gaúcha, debateu a Cavalgada do Mar. Das 2100 pessoas que ligaram para participar, 59% foram contra o evento, e 41% a favor. Para ouvir o programa, clique em

http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=103035&channel=232.

“Cavalgada do Mar” na Rádio Gaúcha, nesta terça

Nesta terça, 2 de março, às 9h30min, em POA/RS, o programa ‘Polêmica’, do jornalista Lauro Quadros, abordará a Cavalgada do Mar (saiba mais), evento “tradicionalista” gaúcho que têm gerado intensos debates devido aos maus tratos sofridos pelos cavalos.

Defendendo a Cavalgada estará Vilmar Romera, presidente da Fundação Cavalgada do Mar, que afirmou recentemente na Imprensa que “O animal tem de ser preparado. Esse é um problema do dono do cavalo. É como mulher. Se tu não tratares bem, vais levar guampa”.

Detalhe irônico: o lema da cavalgada deste ano era ‘Mulheres a Cavalo pelo Rio Grande’.

A cavalgada da gordura!

Qual o sentido da Cavalgada do Mar? Depois que morreram dois cavalos e 15 adoeceram no primeiro dia da cavalgada, acendeu-se a polêmica.

Fui me socorrer no nosso mais importante tradicionalista. O folclorista Paixão Côrtes não vê propósito nessa cavalgada. Disse mais: que cultuar a tradição não é só cantar, dançar e beber.

As entidades de proteção dos animais protestam.

*

Pensando bem, parece tanto ridículo quanto cruel submeter os cavalos ao percurso de 240 quilômetros em oito dias. Ainda por cima, cada um com um cavaleiro no dorso. É desumano. Se já o é para o cavaleiro, imagine para o cavalo.

Some-se a isso a época por todos os títulos inadequada, calor sufocante e sol escaldante.

*

Sob o ponto de vista dos cavalos, há vários inconvenientes que levam à morte e à doença dos animais, mas ressalto dois: grande parte dos cavalos é forçada ao caminho longo com obesidade, animais bem tratados e nunca treinados, mais aumenta a gordura.

Outra questão é que, quanto maior o peso do cavaleiro, maior o esforço que o cavalo terá de fazer. Grande parte dos cavaleiros é de obesos. Se o cavalo não estiver preparado, pode não aguentar o peso de sua montaria, principalmente debaixo de sol forte, como é o caso dessa cavalgada.

*

E os cavalos que mais sofrem nessa cruzada litorânea são justamente os cavalos mais obesos, o que estão acima do peso ideal. Dizem os veterinários que os cavalos gordos, além de suportar o esforço, são os mais suscetíveis de ataques cardíacos. E a gordura dos animais é encarada como sinal de beleza pelos proprietários. São animais sedentários, montados apenas nos finais de semana e superalimentados.

Ora, para qualquer prova de resistência é necessário, como nas maratonas, um treinamento intenso para os participantes. Esses cavalos não têm treinamento algum e são jogados a essa superdistância sem nenhuma orientação.

*

Temos, então, gordura dupla: gordura dos cavalos, gordura dos cavaleiros, segundo foi divulgado por Zero Hora.

Devia se intitular de Cavalgada da Gordura.

Só que o cavaleiro gordo monta o cavalo e toca para a praia. Enquanto que cabe ao cavalo o sacrifício extremo de transportar em seu lombo o cavaleiro gordo.

É uma desumanidade. Ou uma desequinidade.

*

O meu amigo Vilmar Romera, presidente da Fundação Cultural Cavalgada do Mar, saiu-se graciosamente ao explicar a morte dos cavalos: “O animal tem de ser preparado. Esse é um problema do dono do cavalo. É como mulher, se tu não a tratares bem, vais levar guampa”.

Mas o que é isto? Nessa situação, perde o marido traído, mas, na situação da cavalgada, cavalo maltratado é prejuízo só para o cavalo.

*

Romera diz ainda, como líder, que não tem autoridade para vetar a participação de ninguém na cavalgada e não tem culpa por alguém matar o seu cavalo.

Mas o que é isto, Romera? Esta responsabilidade é exclusiva da organização da cavalgada. Se ela não intervém, ninguém intervém.

Ou melhor, intervêm adequadamente as associações protetoras dos animais, únicas entidades que podem defender os pobres cavalos.

Não resta dúvida, tem de suspender essas cavalgadas, imediatamente. Não sou eu, alienado, que estou dizendo. É o Paixão Côrtes, minha gente!

Tem de acabar para sempre esse irracional exibicionismo para os banhistas.

por Paulo SantAna – Zero Hora, 1º de março de 2010

Vanguarda Abolicionista – Marcio de Almeida Bueno

Cavalgada do Mar: rejeição segue a galope

Foto: Fabiano do Amaral/CP

por Marcio de Almeida Bueno
Na tarde da última sexta-feira, dia 26 de fevereiro, a Vanguarda Abolicionista tomou parte no protesto contra a Cavalgada do Mar, junto a demais ativistas, protetores e simpatizantes da causa animal. A manifestação, divulgada nos dias anteriores pelos maiores jornais, sites e rádios do Estado, reuniu no Centro de Porto Alegre quase meia centena de participantes, com cartazes e panfletagem. A motivação foi a morte de cavalos na Cavalgada do Mar, evento que acontecia naquela semana no Litoral do RS, com três mil cavalos percorrendo 240 quilômetros pela beira da praia, sob o Sol de fevereiro.
Foto: Fabiano do Amaral/CP
Na Praça da Matriz, situada em frente ao Palácio Piratini, sede do Goverto do Estado, e Assembléia Legilsativa, os manifestantes leram ao megafone a ‘Carta Aberta Aos Gaúchos de Bom Senso’ – assinada por cerca de 30 grupos defensores dos animais – e o artigo ‘Tempo de Matar Cavalos’, do jornalista Juremir Machado da Silva, publicado um dia antes no centenário jornal Correio do Povo. Cópias impressas de ambos os textos foram distribuídas à população. Os maiores veículos da Imprensa gaúcha estiveram no local, fazendo cobertura ao vivo, fotografando, colhendo entrevistas e imagens para os telejornais daquela noite. Representantes de entidades entregaram a Carta Aberta ao Chefe da Casa Civil Adjunto do Governo do Estado do RS, Leonardo Hoff, já que a governadora Yeda Crusius estava ausente.
Fotos: Rafael Santini
Na véspera, 25, um debate no programa de televisão ‘Conversas Cruzadas’ da RBS colocou frente a frente dois representantes do tradicionalismo gaúcho e duas defensoras dos animais – a advogada Marcia Suarez e a jornalista Gelcira Teles. A discussão teve nítida vantagem para o lado das ‘animalistas’, os emails de telespectadores criticavam as assim chamadas ‘tradições gaúchas’, e a enquete eletrônica terminou com 61% dos votos pelo fim da Cavalgada do Mar.
Uma idosa que passou pela Praça da Matriz na hora do protesto, contou que chegou a participar da cavalgada no passado, mas depois de ver um cavalo sendo morto a pauladas, abandonou o evento, junto com o marido. No site RS Urgente, Edson Rodrigues relata o que viu em uma Cavalgada do Mar de dez anos atrás. “Dentre as maiores barbaridades que os tais tradicionalistas fizeram foi um churrasco na raiz de uma figueira centenária, dentro da Reserva do Taim. Uma das brincadeiras que presenciei foi a castração de um cachorro com uma faca de churrasco, vindo a morrer no dia seguinte. Em determinada fazenda que pararam, colocaram dois cavalos a brigar dentro de uma mini-cocheira por uma égua, uma das cenas mais violentas que ja vi, rinha de cavalo”.
‘O Laçador’ também está contra a Cavalgada do Mar
O folclorista Paixão Côrtes, maior autoridade em tradicionalismo gaúcho, surpreendentemente se colocou contra a Cavalgada do Mar. O fato levou grande parte da Imprensa e da sociedade a encarar com mais seriedade o protesto dos defensores dos animais, já que até então a reclamação principal eram as 500 toneladas de esterco espalhadas entre os banhistas. Que, por lei, não podem levar animais de estimação para a areia, justamente por causa das fezes.
Foto: Globo Rural
“Não vejo razão de ser nessas cavalgadas. É simplesmente uma caminhada a cavalo. Não há pesquisa nem serve para questionar os problemas do Rio Grande. É um passeio. É comer, beber e dar risada”, decretou. Paixão Côrtes foi modelo para o ‘Laçador’, estátua-símbolo do Rio Grande do Sul e cartão-postal da Capital gaúcha.
Fotos: Rafael Santini
Outra personalidade de renome dentro do tradicionalismo, a cantora Maria Luiza Benitez divulgou em seu site pessoal o protesto contra a Cavalgada do Mar. “Bueno, os tempos mudaram, mas os cavalos… esses são dignos do respeito e carinho”, comentou a musa nativista.
Já o presidente da Fundação Cultural Cavalgada do Mar, Vilmar Romera, indignado com o protesto pelo fim do evento que promove, deixou claro no site ClicRBS seu pensamento preconceituoso. “É o fim da picada! Vamos agora largar as cavalgadas de mão e dançar no balé de Bolshoi!”. Em entrevista ao jornal Zero Hora, reafirmou o discurso. “Que culpa eu tenho se tu matas o teu cavalo? Se morrerem 15 cavalos, não tenho nada com isso. Esse é um problema do dono do cavalo. É como mulher. Se tu não tratares bem, vais levar guampa”. Detalhe – o lema da cavalgada deste ano era ‘Mulheres a Cavalo pelo Rio Grande’.

Clique na imagem para ler a Carta Aberta em alta resolução
Assista o vídeo da leitura da Carta Aberta Aos Gaúchos de Bom Senso
Assista o vídeo da leitura de ‘Tempo de Matar Cavalos’

Protesto contra a Cavalgada do Mar reuniu manifestantes em frente ao Palácio do Governo
do www.gaepoa.org

Defensores de animais independentes e representantes das entidades que assinaram a Carta Aberta Aos Gaúchos de Bom Senso compareceram no final da tarde do dia 26 de fevereiro à Praça a Matriz de Porto Alegre, o centro político do Estado, onde se situam o Palácio do Governo e a Assembleia Legislativa. Portando faixas e cartazes que pediam o fim da exploração animal e o fim da Cavalgada do Mar, os participantes leram a Carta e outros materiais que denunciam os abusos cometidos no evento, patrocinado com verba pública (por meio de órgãos vinculados ao Estado e pelo próprio Estado).

A Carta Aberta foi entregue pessoalmente ao Chefe da Casa Civil Adjunto, Leonardo Hoff, que recebeu uma comissão de representantes de entidades de defesa animal, entre elas, o Movimento Gaúcho de Defesa Animal, o Grupo pela Abolição do Especismo e o Grupo Gatos & Amigos.
Neste ano, o percurso da Cavalgada sofreu alterações em relação a jornadas anteriores para garantir que a atual Governadora Yeda Crusius pudesse posar para fotos. A cavalgada contou também com a presença da polêmica Secretária da Cultura do Estado, Mônica Leal, que tem sido ridicularizada em vários blogs e sites na internet, entusiasta da Cavalgada e de bailes de debutantes, que considera eventos culturais.


Independentemente da questão política e de financiamento, o protesto foi movido pela indignação popular no que diz respeito aos maus tratos impostos aos cavalos. Da perspectiva dos direitos animais, o eventual comprometimento de parte da organização da Cavalgada de garantir melhores condições aos cavalos não é solução para o caso e por isto o pedido de fim do evento.
Algumas declarações do Coordenador da Cavalgada do Mar acabaram por mobilizar outros setores da sociedade, como as mulheres, “tradicionalmente” diminuídas no seu papel e homenageadas na atual cavalgada na condição de “prendas”:
Que culpa eu tenho se tu matas o teu cavalo? Morreram dois, o que é natural. Se morrerem 15 cavalos, não tenho nada com isso. Quem sou eu para dizer que alguém não pode participar? O animal tem de ser preparado. Esse é um problema do dono do cavalo. É como mulher. Se tu não tratares bem, vais levar guampa – diz Romera. (Zero Hora, 26/2/2010)
A declaração, publicada no jornal Zero Hora, vem sendo alvo de chacota e irritou até mesmo tradicionalistas menos toscos, por ter mais uma vez evidenciado a estreiteza do tradicionalismo. Um conhecido folclorista gaúcho, Paixão Cortes, descaracterizou a Cavalgada:
É simplesmente uma caminhada a cavalo. Não há pesquisa ou questionamento sobre nada. Não serve para questionar os problemas do Rio Grande. É um passeio. É comer, beber e dar risada. (Zero Hora, 26/2/2010)
No seguimento da mobilização pelo fim da Cavalgada do Mar, os grupos organizadores do protesto pressionarão os patrocinadores Banrisul, Sulgás, CEEE e Governo do Estado, bem como seguirão conclamando a população, os gaúchos de bom senso, a rechaçarem tal patacoada do Mar, poluidora das areias do frágil ecossistema litorâneo e exploradora dos cavalos, as grandes vítimas do sem propósito evento.
Os organizadores do protesto também avaliaram positivamente o papel da imprensa da capital e do interior que colocou o tema em pauta, provocou o debate e propiciou que termos como abolicionismo, veganismo e direitos animais fossem ouvidos, em muitos rincões, talvez pela primeira vez.

Protesto pelo fim da Cavalgada do Mar

Diversas entidades de proteção aos animais realizaram uma manifestação ontem à tarde na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, no centro de Porto Alegre. Eles protestaram contra a Cavalgada do Mar, uma iniciativa organizada por movimentos tradicionalistas todos os anos no litoral do Estado e que está na 26ª edição. O local do ato foi definido em repudio a presença da governadora na cavalgada.

Os participantes vestiam camisetas pedindo o fim dos maus-tratos aos animais. Na opinião dos defensores dos animais, os cavalos que participam da Cavalgada do Mar são submetidos a maus-tratos. Durante o percurso – entre a praia de Bacopari, em Palmares do Sul, e Torres – que teve início no sábado, dois animais morreram e outros 15 ficaram doentes devido ao cansaço já no primeiro dia da jornada. O veterinário da cavalgada, Alexandre Monteverde, admitiu que 30% dos cavalos forçados a percorrer os 240 quilômetros em oito dias não têm condição física para a tarefa.

– Alguns animais não se exercitam e ficam obesos, além de não serem submetidos a esforços. No momento em que vêm para a caminhada podem sofrer – explicou.

O evento se encerra hoje com a chegada do grupo a Torres.

Enquete sobre a Cavalgada do Mar, no RS

O Movimento Gaúcho de Defesa Animal está contra a Cavalgada do Mar

denunciando maus tratos aos cavalos.
O motivo foi a morte de 2 cavalos devido ao cansaço e à desidratação.
Como você avalia o caso?

Acha que as cavalgadas devem ser extintas
Deve ser mantida com a troca constante de animais
Seguir com um número maior de paradas para descanso
Deve seguir como está

ONGs pedem fim da Cavalgada do Mar

Romera (esq), durante cerimônia, ontem, na Cavalgada do Mar:Foto: Antenor Tatsch Jr./ Especial ClicRBS

Antenor Tatsch Jr./ Especial ClicRBS

O Grupo pela Abolição do Especismo (GAE) está organizando um protesto pelo “fim” da Cavalgada do Mar. Será no centro de Porto Alegre, na sexta-feira, às 17h. Leia texto publicado no site do GAE:

Participante do “evento” faz a denúncia de seis cavalos mortos na 26 Cavalgada do Mar em razão de calor e cansaço. As dificuldades para os animais começaram já na largada, em terreno de pinhal. Acrescente-se a isso o peso dos carnívoros que os montam e um percurso de 30 km de Bacupari a Cidreira, sob forte calor.

Em outras edições, já recebêramos denúncia dos próprios cavalarianos em relação a pessoas com baixo conhecimento dos animais que partiam nessa aventura descabida. Ocorre que um percurso deste tamanho sob estas condições é nocivo a qualquer cavalo, seja ele escravo de um experiente cavaleiro ou não.

A sociedade esclarecida deve dar um basta a este movimento tradicionalista que só reforça valores equivocados e, como tal, encabeça a crueldade contra animais. Basta de Cavalgada e de Rodeios!

O comandante da Cavalgada do Mar, Vilmar Romera, afirma que há 12 anos nao ocorria morte de cavalo na Cavalgada do Mar. Ele afirma que o evento não pode ser penalizado por atos isolados de alguns participantes. Romera compara o cavalo a um “atleta” que precisa de cuidados especiais antes de participar de uma competição:

-Se tu nao cuidar, ele morre de stress. Tem gente que não prepara o cavalo antes da Cavalgada, disse Romera.

Sobre a manifestação dos ambientalistas, ele brinca:

-Mas o que é isso, querem acabar com uma tradição! É o fim da picada! Vamos agora largar as cavalgadas de mão e dançar no balé de Bolschoi!

Fonte: Zero Hora

Carta Aberta aos Gaúchos de Bom Senso:

Cavalgada do Mar mata cavalos de exaustão

Participe do Protesto nesta sexta-feira, 26, em defesa dos animais e pelo fim da Cavalgada do Mar
Divulgação
Uma das entidades que lutam em defesa dos animais


Associaçõs Protetoras dos Animais

Nesta sexta-feira, 26, haverá um Protesto na Praça da Matriz, em frente ao Palácio do Governo, às 17 horas, pelo fim da Cavalgada do Mar. Pelo menos 20 entidades que atuam na defesa dos direitos dos animais assinam a Carta Aberta aos Gaúchos de Bom Senso (a seguir), a partir de denúncias de que somente nos dois primeiros dias de Cavalgada, teriam morrido de exaustão seis equinos.

Carta Aberta aos Gaúchos de Bom Senso: Cavalgada do Mar mata cavalos de exaustão

Cavaleiros marcam as areias do litoral com o sangue do cavalo

Mais uma vez nos cabe denunciar os abusos da exploração animal em relação aos cavalos deste Rio Grande do Sul. Neste momento, centenas de animais estão sendo obrigados a trajeto cansativo, sob forte calor, submetidos a cavaleiros despreparados, em uma marcha insana e despropositada, a chamada cavalgada do mar.

Tais cavaleiros não sabem ou fingem ignorar a fragilidade dos cavalos?

Não bastam os carroceiros que exploram, sugam e matam seus animais… também os “tradicionalistas” de forma insensível e exibicionista não se importam de expor seus “amigos” a um estresse desnecessário e fatal (fontes “extra oficiais” informam que não dois, mas seis cavalos já morreram… e, pela declaração do veterinário que acompanha a cavalgada, ontem havia mais dez animais em tratamento… )

O dito companheiro do gaúcho, um dos símbolos do pago, está sendo vilipendiado não apenas por carroceiros pobres, movidos pela necessidade de sustento (mas não menos exploradores) agora também por tradicionalistas de fim de semana que exploram até a morte seus animais.

A única finalidade parece ser ocupar espaços na mídia e servir de palco para promoções pessoais e de candidatos a cargos eleitorais.

As leis de proteção aos animais não devem ser utilizadas apenas para os carroceiros. É preciso que essa cavalgada tenha fim imediatamente, poupando os cavalos de mais sofrimento e morte. É preciso que denunciemos ao país tamanha crueldade e também que se diga ao Brasil que nem todo o rio-grandense comunga destas ideias tradicionalistas estapafúrdias. Ser gaúcho é tão somente ter nascido dentro das fronteiras deste estado, e isso não faz de ninguém melhor ou pior do que qualquer outro ser humano.

Esses fatos lamentáveis demonstram a superficialidade do discurso ufanista de gaúcho, pampa, cavalo, pilcha, negrinho do pastoreio, chimarrão, churrasco, prenda e peão. Discurso vazio, ufanismo barato, bairrismo apequenado, desrespeito e falta de ética. Não assistiremos calados à morte e sofrimento dos animais. Enquanto o coordenador da cavalgada exibe-se na mídia dizendo que “vai marcar a beira da praia com a pata do cavalo”, nós não deixaremos que siga marcando o chão deste Estado com o sangue dos cavalos.

MGDA – Movimento Gaúcho de Defesa Animal – entidades filiadas

ACAPA – Associação Carazinhense de Proteção aos Animais, Carazinho;

Amigo Bicho & Companhia – Grupo de Conscientização da Vida Animal –  Rio Grande;

Amigos, Associação de Proteção e Defesa da Vida Animal – Gravataí;

AMOGA – Associação Montenegrina dos Guardiões dos Animais – Montenegro;

APATA – Associação Protetora de Animais  de Taquara;

APROCAN – Associação Protetora dos Animais de Canoas;

ASPA – Associação Santanense de Proteção aos Animais – Santana do Livramento

Associação Camarense de Proteção aos Animais – General Câmara;

Associação Gaúcha   de Proteção aos Animais-  Charqueadas;

Associação Jeronimense de Proteção aos Animais  – São Jerônimo;

SOS Animais – Associação Pelotense de Cidadania – Pelotas

ATPA – Associação Torrense de Proteção aos Animais – Torres;

Clube Amigo dos  Animais, Santa Maria;

Gatos e Amigos –   Porto Alegre;

NBPASFA – Núcleo Bageense de Proteção aos Animais São Francisco de Assis – Bagé

ONDA. Organização Nacional  de Defesa Animal –  Cachoeirinha;

REDIA – Rede de Educação Estadual dos Direitos dos Animais e do Meio Ambiente, Porto Alegre;

SOAMA. Sociedade Amigos  dos Animais –   Caxias do Sul;

S.O.S ANIMAIS – Viamão

União Santa Mariense Protetora dos Animais,  Santa Maria;

UPV – União Pela Vida – Porto Alegre

GAE – Grupo pela Abolição do Especismo

Chicote Nunca Mais

Leia também:

Cavalos morrem e outros passam mal durante Cavalgada do Mar no RS

EcoAgência

EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais.

Caprichos de Gaúchos

Durante sete dias, centenas de tradicionalistas percorrem pelo menos 240 quilômetros do litoral gaúcho na chamada “Cavalgada do Mar”. O evento é promovido por aquelas entidades que se orgulham de manter a “tradição gaúcha”, uma invenção do século passado. O fim, segundo dizem, é valorizar as “raízes”, mas os meios são cruéis para os animais.
Um grupo formado por vinte entidades de proteção aos animais lançou carta aberta ao povo do Rio Grande do Sul depois do surgimento de denúncias de que, pelo menos, dois cavalos teriam morrido. Porém, esse número pode ser maior. O veterinário oficial do evento (acreditem, ele existe) informou que três fatores contribuíram para a morte dos animais: calor excessivo, distância percorrida, e falta de preparação física prévia.
A tal cavalgada só existe para satisfazer caprichos de quem não tem nada mais útil para fazer e ainda traz sofrimento para aquele animal que é cultuado no Rio Grande do Sul como o “companheiro do gaúcho”. A situação é parecida com os tradicionais desfiles no dia 20 de setembro, quando os cavalos são obrigados a marchar por ruas asfaltadas à base de chicotadas. Não é diferente nos rodeios (tantos os paulistas, quanto os gaúchos). Animais sofrendo para absolutamente nada!
Que o homo sapiens é irracional quando se trata de cuidados com a natureza, todos sabem. Porém, saber não é compreender e muito menos aceitar. Na sexta-feira a Praça da Matriz, em Porto Alegre, será palco de um protesto pelo fim da “Cavalgada do Mar”. É improvável que o bom senso derrote a prepotência dos tradicionalistas. De qualquer forma, vale o alerta.

Caprichos gaúchos
Durante sete dias, centenas de tradicionalistas percorrem pelo menos 240 quilômetros do litoral gaúcho na chamada “Cavalgada do Mar”. O evento é promovido por aquelas entidades que se orgulham de manter a “tradição gaúcha”, uma invenção do século passado. O fim, segundo dizem, é valorizar as “raízes”, mas os meios são cruéis para os animais.Um grupo formado por vinte entidades de proteção aos animais lançou carta aberta ao povo do Rio Grande do Sul depois do surgimento de denúncias de que, pelo menos, dois cavalos teriam morrido. Porém, esse número pode ser maior. O veterinário oficial do evento (acreditem, ele existe) informou que três fatores contribuíram para a morte dos animais: calor excessivo, distância percorrida, e falta de preparação física prévia.A tal cavalgada só existe para satisfazer caprichos de quem não tem nada mais útil para fazer e ainda traz sofrimento para aquele animal que é cultuado no Rio Grande do Sul como o “companheiro do gaúcho”. A situação é parecida com os tradicionais desfiles no dia 20 de setembro, quando os cavalos são obrigados a marchar por ruas asfaltadas à base de chicotadas. Não é diferente nos rodeios (tantos os paulistas, quanto os gaúchos). Animais sofrendo para absolutamente nada!Que o homo sapiens é irracional quando se trata de cuidados com a natureza, todos sabem. Porém, saber não é compreender e muito menos aceitar. Na sexta-feira a Praça da Matriz, em Porto Alegre, será palco de um protesto pelo fim da “Cavalgada do Mar”. É improvável que o bom senso derrote a prepotência dos tradicionalistas. De qualquer forma, vale o alerta.

Dois Cavalos morrem na Cavalgada do Mar

Presidente da Fundação Cultural Cavalgada do Mar atribuiu as mortes ao estresse e à falta de preparação física dos animais

Dos três mil cavalos que participam da 26ª Cavalgada do Mar desde sábado, dois não resistiram aos primeiros quilômetros do deslocamento. No primeiro dia, no trajeto entre a localidade de Bacupari e a praia de Dunas Altas, em Palmares do Sul, dois animais morreram.

Presidente da Fundação Cultural Cavalgada do Mar, Vilmar Romera atribuiu as mortes ao estresse a que os animais foram submetidos e à falta de preparação física para a atividade. Além disso, outro fator que pode ter influenciado é a água não tratada consumida pelos animais durante o trajeto.

Segundo Romera, os cavalos aguentam de duas a três horas sem água. Com isso, a melhor opção é hidratar os animais nos acampamentos. Lamentando o incidente, Romera alega que já se iam nove anos em que cavalos não morriam no evento.

Apesar do contratempo, a programação continua. Os cavaleiros e amazonas seguem galopando pelas praias do litoral gaúcho até sábado, quando fecharão 240 quilômetros percorridos, no parque do balonismo, em Torres.

ZERO HORA

via Geral – Diário Gaúcho

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Crônica: “Tempo de matar cavalos”


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Protesto contra Cavalgada do Mar em Porto Alegre, RS


Cavalos morrem e outros passam mal durante Cavalgada do Mar no RS


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One response to this post.

  1. Posted by Evaldo Braz on Fevereiro 27, 2010 at 15:12

    Foi uma barbeiragem sim de quem conduzia os cavalos, mas seguramente foi um acidente!
    Tanta gritaria é bem papo de quem não tem pelo que lutar!
    Ninguém grita pelas pessoas mortos nas estradas! (quantos foram no fim de semana?)
    Ninguém grita pelos mortos por bandidos! (quantos foram no mes?)
    Um acidente em 12 anos (que claro deve servir de alerta para os cuidados necesarios e proteção aos animais) e ha uma grita geral dos falsos politizados.
    Puxa vida, falta um mundo a construir.

    Responder

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