Couro é pele? É orgânico? É mais chique e resistente? Vem da vaca que se come?

vacaCOURO = PELE = MORTE!
Couro é pele que foi arrancada de um animal (muitas vezes ainda vivo, dependendo da técnica utilizada para a esfola). Couro não é artigo de luxo, é carcaça de animal morto, cheia de produtos químicos, altamente tóxicos, para esta não apodrecer.

O que sobra desta indústria do couro acaba a ser lançado às nossas terras e águas. Proveniente da exploração humana, os empregados que trabalham no curtume do couro, ficam doentes devido a esses químicos utilizados.

No entanto existem muitas alternativas: nylon, algodão, flanela, fibras sintéticas, poliester, seda sintética, etc. Saiba mais sobre o este tipo de “material”.

O couro:
– Produz resíduos industriais.
– Necessidade de uso e desenvolvimento de produtos químicos.
– Necessidade de incineração dos resíduos do curtume.
– Processos de produção de couro X sustentabilidade ambiental.
– Necessidade de tratamento avançado de efluentes de curtumes.

O couro que usamos não é das mesmas vacas que comemos!
Abaixo a confirmação disso, e a declaração de maus tratos por um veterinário funcionário da exploração animal, dando dicas de como maximizar o aproveitamento da matéria-prima (o animal):

“O pecuarista brasileiro nem sempre dá a devida importância a uma matéria-prima que pode lhe permitir uma maior rentabilidade: o couro bovino. Talvez, isto se deva, primeiramente, a falta de um melhor incentivo financeiro aos criadores, pois o preço pago no abate é efetuado considerando-se, somente, o peso do animal.

Este aspecto, seguramente, tem contribuído para o pequeno aproveitamento desse importante sub-produto animal, o que representa menor ganho aos pecuaristas.

Outra condição que favorece o desperdício é a pouca instrução das pessoas encarregadas na lida do gado, particularmente em algumas regiões do país, onde ainda se praticam hábitos pecuários errôneos.

De acordo com os dados do IBGE (1992), no Brasil a quantidade de couro cru recebido pelos curtumes cresceu, em média 10% nos últimos cinco anos. O estado do Rio Grande do Sul é o maior produtor dessa matéria-prima com 7.103.513 unidades, seguido por São Paulo com 4.618.670 e pelo estado do Paraná com 2.947.174 unidades.

A produção total do país atingiu, até o ano de 1989, o montante de 22.074.574 unidades de couro bovino. Este número poderia ser significatrivamente maior. Por isso, e nesse intuito, o presente artigo objetiva mostrar os aspectos que influem negativamente no incremento da produção desse sub-produto. O escopo maior será sugerir algumas medidas técnicas para minimizar danos e prejuízos.

São várias as causas que colaboram na desvalorização desse importante sub-produto animal, todas elas relacionadas, direta ou indiretamente, com o manejo do gado do nascimento ao abate.

Conforme recente cartilha educativa do Centro Tecnológico do Couro, Calçado e Afins (CTCCA), no Brasil 60% dos defeitos nos couros se originam na fazenda, sendo 40% por ectoparasitas como carrapato, berne e bicheira; 10% por marcação a fogo feita sem critério e 10% por acidentes com arames, principalmente farpados, chifradas e outros.

Além disso, a reunião do gado no curral de maneira estabanada, principalmente em procedimentos de vacinações, apartações, vermifugações ou desmamas podem levar a escoriações e feridas predispondo a bicheiras.

Por outro lado, em 10% dos casos os couros sofrem avarias durante o transporte que se realiza com o gado, seja com destino ao frigorífico, exposições ou entre propriedades.

Outra característica interessante diz respeito à perda com o couro durante o processo de abate. Cerca de 15% dos defeitos surgem quando a esfola é mal executada no matadouro.

Medidas Profiláticas:
Doenças como a fotossensibilidade e a papilomatose (verruga) devem ser logo de início diagnosticadas e combatidas.

A fotossensibilidade é uma enfermidade caracterizada pelo aparecimento de lesões cutâneas acometendo vários animais do rebanho, intimamente relacionada com o pastejo em Brachiaria decumbens.

A papilomatose, por sua vez, é uma enfermidade infecto-contagiosa, de caráter tumoral, manifestada por numerosos papilomas ou verrugas. A forma mais comum, conforme vários estudiosos, é a cutânea, prejudicando sobremaneira o proprietário no valor dos couros e na estética.

É preciso mencionar, como medida profilática, que um aspecto importante a ser considerado é a orientação aos peões ou capatazes, por ocasião da marcação do gado. Este tipo de serviço, quando realizado na fazenda, é caracterizado por muita diversão, deixando de lado características fundamentrais na preservação do couro bovino.

As marcas à fogo, portanto, poderiam ser feitas na face (cara) e membros dos bovinos, evitando sempre as partes altas, pois desvalorizam completamente a matéria-prima. É importante, também, que a marca não tenha mais do que 11 cm de diâmetro.

No sistema de criação intensiva de bovinos, é necessário realizar a mochação dos bezerros no primeiro mês de vida. Esta conduta evita acidentes entre os animais, destes para o homem e tornam as vacas mais fáceis de serem manejadas, facilitando a distribuição no estábulo e diminuindo a área de utilização por animal.”

Wilmar Sachetin Marçal
Médico Veterinário e Professor Associado
na Universidade Estadual de Londrina

Fonte:
– www.saudeanimal.com.br/couro_bovino.htm
– Leia mais aqui sobre couro e outras peles

via ULA! União Libertária Animal

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