Archive for the ‘Campanhas’ Category

Abolicionismo Animal

Texto sobre Abolicionismo Animal feito para a apostila do 1° Educaveg – reunião de veganos, vegetarianos e onívoros de Assis e região, realizada pelo coletivo V.I.D.A. (Veículo de Intervenção pelo Direito Animal) em conjunto com a Fábrica da Leitura

Assim como o racismo afirma a superioridade de um grupo racial sobre outro, e o sexismo a superioridade de um sexo perante outro, o termo ESPECISMO significa julgarmos uma espécie superior a outra. Na escravidão animal, o especismo qualifica e justifica a exploração de animais não-humanos por animais humanos. Assim como os brancos tentaram impor-se sobre os negros (racismo), ou os homens sobre as mulheres (sexismo), hoje nós, humanos, tentamos nos impor sobre outras espécies de animais não-humanas. Tornando-as simples objetos e mercadorias, sem valor inerente, ou seja, o valor de suas vidas está diretamente relacionado ao uso que nós fazemos dela. Deixamos, portanto, de considerar o interesse desses animais em sua própria vida e liberdade. Continuar a ler

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Propaganda, bem-estarismo e abolicionismo

Na quase totalidade dos casos, embalagens e propagandas de produtos de origem animal são representativas de um “romantismo rural”. Os métodos de criação ilustrados são aqueles que se praticavam a tempos passados ou em produções de pequena escala, sendo os animais, supostamente, “bem tratados” e mantidos com seus “comportamentos naturais”. O que se vende é a imagem de que os animais vivem e transformam-se em alimento humano, sem horrores ou traumas. Poderíamos até pensar que se trata, tão-somente, de um engano, porém, não é apenas isso. O cerne da questão: mente-se sobre a realidade, e essa mentira passa isenta de críticas.

Os animais são vistos como objetos, artigos de posse e usufruto humanos e, por isso mesmo, a criação de animais e a produção de alimentos com base neles não causa estranheza alguma por parte da maioria das pessoas. A despeito do que nós, abolicionistas, queremos, essa realidade parece estar longe de se alterar. Por mais que assim seja, deveríamos dentre outras coisas, exigir que, por objeção de consciência, em respeito à tão defendida verdade, ficassem proibidos os mascaramentos (e quem sabe com isso, mais e mais pessoas, tomando ciência da verdade, abolissem, pra começar, a carne do cardápio).

A alusão a uma realidade inexistente deveria não ser permitida. Todo produto de origem animal deveria trazer em sua embalagem imagens do real “processo de fabricação”. Elas deveriam exibir a verdade sobre a indústria da carne e derivados com fotografias reais dos criadouros e abatedouros. Ninguém merece ser protegido dessa verdade. As pessoas precisam saber o que está envolvido com o “inocente” hábito de consumir carne, leite, ovos e derivados que as tradições e ciências mantêm e impõem.

Mesmo os mais “sensíveis” consumidores de carne, desprovidos de coragem ou necessidade de matar pelas próprias mãos deveriam saber que suas escolhas “limpas de sangue” demandam que outras pessoas (quase sempre sem escolha) tenham que perder a compaixão, criar coragem, engolir o asco e sujar as mãos, em abatedouros, frigoríficos e açougues[1]. Aos “consumidores limpos” precisa ser repassado todos os ônus – econômicos, ambientais, sociais e éticos – da morte provocada de animais para servir de alimento a humanos.

No ano de 1996, foi promulgada a Lei Nº. 9.296, posteriormente modificada pela Lei Nº. 10.167, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros, bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do § 4° do art. 220 da Constituição Federal[2]. Essas legislações se fizeram necessárias porque a realidade de até então era típica de uma “terra de ninguém” em que imperavam os interesses dos grandes fabricantes e comerciantes.

Pelo menos a situação dos produtos do tabaco mudou ostensivamente. As antigas propagandas de cigarro que exibiam modelos jovens, bonitos, bem-sucedidos, aventureiros e saudáveis, incentivando o consumo de cigarros como que pré-requisito para a obtenção de um estilo de vida invejável foram proibidas[3]. Percebeu-se a incoerência por trás dessas propagandas. Perfídia, deslealdade, falsidade, mentira, fraude, hipocrisia, fingimento, impostura, mascaramento, dissimulação, obnubilação: essas são palavras que nos servem para descrever aquela realidade.

Graças à lei, hoje, todos os produtos fumígeros devem trazer em suas embalagens, advertências do Ministério da Saúde. Os textos e as imagens são diversos e chocantes – porém verdadeiros. Os problemas relacionados com o tabagismo e comunicados são: necroses, gangrenas e amputações; câncer de pulmão e enfisema; derrame cerebral; doenças do coração; impotência sexual; aborto espontâneo; câncer de boca e perda de dentes; câncer de laringe; partos prematuros e nascimento de crianças com peso abaixo do normal; asma, pneumonia, sinusite e alergia em crianças que convivem com fumantes.

Com base nessa conquista para a verdade, o que podemos afirmar sobre as propagandas e embalagens de produtos animais atualmente em exibição e circulação? A semelhança não é nada forçada[4]. Do mesmo modo que anteriormente, pinta-se um quadro imaginário, mascara-se a realidade, vende-se uma ideia falseada: a das “vaquinhas felizes” em “campos floridos” que têm suas vidas drenadas de seus corpos de modo rápido e indolor. Quase se pode “ler” um altruísmo por parte dos animais, como se os mesmos se entregassem voluntariamente e de bom grado à “pira sacrificial” para a manutenção das “sagradas”, “indispensáveis” e “prioritárias” vidas humanas.

A maior e mais representativa meta dos veganos é o abolicionismo animal, a expansão da comunidade moral, a instauração do senciocentrismo em substituição ao antropocentrismo que impera (não igualitariamente em todos os lugares) há alguns séculos. Entretanto, nós, veganos, devemos reconhecer – infeliz, mas realisticamente – a impossibilidade de uma instalação imediata e irrestrita, e daí a necessidade de reconhecermos nossa luta como futurista, mas futurista no sentido de ‘que antecede’, ‘que apresenta o futuro’ e não no sentido que ‘delira e dita o impossível’. A luta vegana como denunciadora de uma realidade cruel e anunciadora de um novo mundo no qual há de haver novos modos de produzir, viver e conviver que se faz material e racionalmente, baseada em “planos” estratégicos.

Para dialogar com o exposto neste artigo, seguem algumas linhas escritas por Jean Pierre Verdaguer [5].

“Se houvesse tecnologia para entender o pensamento animal, e se com ela pudéssemos escutar o que diz um porco em sua baia minúscula, muito provavelmente ouviríamos ‘por favor, irmão, eu lhe imploro, trate de convencer os humanos de que não está certo o que fazem conosco’, numa súplica que nos indicaria claramente o caminho do abolicionismo.

Sendo honestos com o porco, teríamos que responder, ‘estamos fazendo todo o possível, mas os humanos não são fáceis de lidar, são séculos de hábitos arraigados para transcender. Continuaremos lutando pela abolição com todas nossas energias. Mas, por hora, o máximo que podemos fazer é aumentar o tamanho de seu cativeiro, melhorar suas condições de vida e amenizar os horrores da sua morte’.

Como será que ele reagiria? ‘Muito obrigado por seus esforços, todo alívio é bem-vindo! E tomara que consiga nos libertar no futuro’. Ou ‘muito obrigado, mas se não pode libertar a mim e aos meus, migalhas bem-estaristas jamais aceitaremos’.”

Assim como o abolicionismo humano no Brasil (Lei Áurea de 13 de maio de 1888), ocorrido de modo não-descolado de um complexo processo sócio-histórico (lembremos que a lei da abolição foi antecedida, no âmbito das conquistas legais, pelas leis do “Ventre Livre” – de 28 de setembro de 1871 – e dos “Sexagenários” – de 28 de setembro de 1885), devemos nos entender quanto a necessidade de se fazer presente um processo sólido que ligue a ponta inicial da defesa de animais domésticos e de companhia e das medidas de bem-estarismo (“lida gentil” e “abate humanitário”) à ponta mais vanguardista que responde pelo nome de abolicionismo e direitos animais.

Levar em consideração o exposto acima não é deixar corromper nossos ideais, é sim empenho na elaboração e execução de um planejamento capaz de instaurar o senciocentrismo, ainda que não imediatamente, mas sempre de modo firme. Nós, veganos, devemos revisar nossas alianças (e desalianças). A estrada abolicionista poderá ser pavimentada nas abertas (e por abrir) trilhas “protetoras” e “bem-estaristas”, afinal, é andando que se faz o caminho.

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NOTAS

[1] ZOCOLOTTO, A. M. A imposição da violência. Disponível em: <http://www.anda.jor.br/?p=29270&gt; ou em: <http://www.pensataanimal.net/artigos/142-allan-menegassi-zocolotto/345-a-imposicao-da-violencia&gt;.

[2] Lei Nº. 9.296 de 15 de julho de 1996. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9294.htm&gt;. Acesso em: 09 mar. 2010; Lei Nº. 10.167 de 27 de dezembro de 2000. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L10167.htm&gt;. Acesso em: 09 mar. 2010.

[3] MATTEDI, José Carlos. Fim da propaganda de cigarros foi fundamental para queda do consumo entre jovens, avalia pesquisador. Disponível em: <http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/01/28/materia.2007-01-28.0516028868/&gt;. Acesso em: 08 nov. 2009.

[4] Modelos jovens, bonitos e saudáveis também aparecem nas propagandas e embalagens de produtos de origem animal. A saúde é identificada, por esses recursos de marketing, com o consumo de produtos animais enquanto que, cada vez mais, parece vir se tornando unanimidade, entre médicos e nutricionistas, a informação de que a ingestão de gorduras animais é o que mais pode culminar em prejuízos à saúde humana.

[5] VERDAGUER, Jean Pierre. Abolicionismo: vanguarda utópica ou futurista. Disponível em: <http://www.anda.jor.br/?p=21068>. Acesso em: 09 mar. 2010.

Fonte: Vista-se

Vanguarda Abolicionista faz protesto no 1º de Maio

Fotos: Leonardo Rocha e Rafael Santini

O grupo Vanguarda Abolicionista se fez presente junto às atividades promovidas pela CUT por ocasião do 1º de Maio, Dia do Trabalhador, neste sábado. No espelho d’água da Redenção, em Porto Alegre, foi montado palco para shows de hip-hop e de música gaúcha, com bandeiraço da CUT, sindicatos e partidos da esquerda, e gravação do programa de TV ‘Coisas do Sul’. Desde as 8h, houve farta distribuição de material político para o público presente, e a Vanguarda Abolicionista marcou presença com uma faixa escrito ‘Libertação Animal’ e dois banners coloridos, contra o consumo de carne e contra o uso de couro.

Os frequentadores do parque, muitos com seus animais de estimação, se mostraram simpáticos ao discurso abolicionista, apesar do estranhamento das imagens e mensagens, à primeira vista. Entre os ativistas, a nutnicionista Claudia Lulkin cativava os passantes com uma conversa provocativa mas envolvente. Uma professora aposentada parou para conversar, e contou que certa vez, em Bagé, esteve em uma palestra sobre animais, e na hora das perguntas pegou o microfone para reclamar que a palestrante usava casaco de Chinchilla. “Depois até fui advertida, por ter causado constrangimento. Mas quantos animais foram mortos só para ela usar um casaco? E depois dá palestra falando de animais”, aponta.

Populares também se aproximaram para pedir orientação em casos envolvendo animais. “Abandonaram um pitbull em frente ao Colégio Luciana de Abreu, e agora ele circula pela Jerônimo de Ornelas, com moradores de rua. Liguei para a Prefeitura e para outros órgãos, e ninguém quis se responsabilizar”, reclamou uma passante. Os ativistas tomaram nota das informações e explicaram que o resgate poderia ser feito por voluntários da proteção animal, que agem com seus próprios recursos.

O deputado estadual Raul Carrion, do PC do B, passou para cumprimentar os ativistas, e recebeu de presente um DVD do documentário ‘Não Matarás’, produzido pelo Instituto Nina Rosa. O ministro da Justiça, Tarso Genro, estava a poucos metros do local, mas não chegou a travar contato com o grupo, que já aguardava com um kit de materiais para entrega.

A mobilização se encerrou perto das 14h, com saldo positivo pelos contatos realizados e o volume de panfletos distribuído, inclusive na tradicional Feira Orgânica, que acontecia junto ao Parque da Redenção. O sábado frio, mas com Sol forte, foi dedicado aos trabalhadores humanos e, pela ação da VAL, aos não-humanos.

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Mobilização mundial contra a Vivissecção

No sábado, 24 de abril de 2010 ativistas de todo o país, assim como muitos do exterior, se reunirão em Londres para marcar o Dia Mundial de Animais em Laboratórios.

ANIMAL Nota: No ano passado, e por acreditar que ter um dia *do* Animal de Laboratório não soava bem e não era justo, um grupo de Organizações e Coligações de Organizações Europeias, onde a ANIMAL se inclui, acordou que o dia passaria a chamar-se “Dia Contra o Uso de Animais em Laboratórios”.


O ConsciênciaVeg com a participação dos grupos Ativeg e Holocausto Animal e com o apoio da ANDA (Agência de Notícias do Direito Animal), do Instituto Nina Rosa e da Sociedade Vegetariana Brasileira realizará uma manifestação pelo fim do emprego de animais para fins acadêmicos, científicos ou industriais.
Desta forma, simultaneamente a diversos países por todo o mundo, os ativistas brasileiros emprestarão sua voz para os que não tem voz nem vez.
Convidamos a todos para que compareçam e unam suas forças por esta causa.
Nós somos a diferença!
Fonte: AtiVeg



25 de Abril,  Domingo, às 10h00, na Av. Paulista (em frente ao MASP).











Condado de Albany, NY

Manifestantes protestam contra testes em animais nos Estados Unidos

No condado de  Albany, Nova York, Estados Unidos, um grupo protestou pelos direitos animais no sábado, 17, chamando a atenção para a realização de testes em animais no Albany Medical Center.
Grupo pediu o fim dos testes em animais (Foto: Fox 23 News)
O grupo, Adirondack Animal Rights, diz que milhões de animais são mortos todos os anos em laboratórios de pesquisa.
Eles acreditam que existem formas alternativas ao teste em animais, inclusive modelos matemáticos.
A Albany Med diz que continuará a realizar os testes em animais, dizendo que a prática leva à melhorias no trato de doenças, e que 99% dos testes são feitos em camundongos e ratos.


Com informações de Fox 23 News

Nota da Redação: Não existe justificativa para a realização de testes em animais. A tecnologia existe, e seria bem mais desenvolvida se os cientistas não estivessem se prendendo a realizar testes em animais, que são seres sencientes, e sofrem como nós.
Logo da ANDA » Agência de Notícias de Direitos Animais



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BOICOTE o 8º Rodeio Nacional Cidade de Porto Alegre

4º Rodeio Internacional
8º Rodeio Nacional Cidade de Porto Alegre
6ª Fepoagro – Feira Agropecuária da Produção
Primária em Porto Alegre
1º Fórum Latino Americano de Tradição e Folclore

“Em Parque aberto ao público, os eventos trazem para a Capital uma das mais importantes representações da cultura gaúcha, que é o rodeio, com todas atividades esportivas, musicais e folclóricas que o acompanham. Trazem ainda uma mostra das atividades da área econômica rural de Porto Alegre, bem como do desenvolvimento do agronegócio gaúcho, pouco conhecido pela população urbana.

Destaque especial para Tiro de Laço, Gineteadas, Modalidades Artísticas, Shows e Bailes, que se realizarão dentro do Rodeio. O Rio Grande do Sul é um grande produtor de animais para esta modalidade esportiva e tem atletas de renome internacional. Estas provas atraem um público diferenciado ao Parque e possibilitam ao grande público o acesso às provas.

DATA
De 25 à 29 de março de 2009.

O LOCAL
Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, no centro de Porto Alegre, também conhecido como Parque da Harmonia, possui excelente estrutura, cancha para provas campeiras, área para acampamento, Centro Cultural com acomodação para 5 mil pessoas que pode ser usado para shows e palestras, galpões para a exposição de animais ou montagem dos estandes, redes elétrica, hidráulica e telefônica”.

via Carne Nunca Mais.

World Peace Diet March 12 Online Compassion and Health Campaign

20 de Março – Dia Mundial Sem Carne

O Dia Mundial sem Carne é um evento internacional, promovido pela FARM (Farm Animal Reform Movement), e seu objetivo é mostrar para a população em geral que é possível viver de forma saudável e prazerosa sem fazer uso de alimentos de origem animal. E que esta opção oferece inúmeras vantagens, tanto para o indivíduo quanto para o planeta.
Farm

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