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Dicas de consumo para uma dieta vegetariana: Proteínas

  • Soja:

é uma excelente alternativa às proteínas animais. Proporciona uma fonte protéica completa, além de outros componentes benéficos à saúde, como: isoflavonas, ômegas 3 e 6, vitaminas do complexo B, fibras e minerais.

  • Quinua:

reconhecida pela Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO) como alimento perfeito para consumo humano. Seu teor protéico é superior ao dos cereais, sendo uma proteína de alto valor biológico, o que a torna fundamental para vegetarianos e atletas. Grão rico em minerais e vitaminas, é indicado na alimentação de idosos, crianças e pessoas com baixa resistência imunológica. É também fonte de ômegas 3 e 6.

  • Oleaginosas e sementes: 

as oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas etc.) e sementes (gergelim, girassol etc.) são excelentes fontes de proteínas, além de carboidratos, gorduras insaturadas, fibras e substâncias antioxidantes. Por serem de alto teor protéico, não devem faltar na alimentação de vegetarianos.

  • Leguminosas (feijões, ervilha seca, lentilha, grão-de-bico etc.): 

ricas em proteínas, carboidratos, fibras, além de conterem baixo teor de gorduras saturadas. Quando combinadas com cereais, formam fonte de proteína completa. As leguminosas são excelentes fontes de fitoquímicos, vitaminas do complexo B e minerais como o ferro.

Veganismo, uma questão de plena consciência

Ainda hoje, surpreendo-me com o espanto que muitas pessoas demonstram quando declaro ser vegan (uma classe de vegetarianos que não consome produtos ou alimentos de origem animal). Tenho a impressão de que pensam estar lidando com uma extraterrestre, até me questionam como vivo sem comer carne! Na verdade, penso que eu é quem deveria estar questionando em como podem comer cadáveres? Mas não o faço, até porque sei que os questionamentos são oriundos da má informação e falta de conscientização que levam ao terrível conceito de que “não podemos viver” sem comer a carne, consumo tão incentivado nas prateleiras dos açougues, dos supermercados e pela mídia.

Confesso que ao me tornar vegan, de início, achei muito trabalhoso ficar lendo os rótulos dos produtos nos mercados para selecionar os produtos que não tivessem ingredientes de origem animal. Mas movida pela determinação de não ser cúmplice dos assassinatos cruéis com os animais e de não contaminar mais meu organismo com os diversos venenos embutidos nos alimentos, segui em frente.

Milhares de pessoas, mundo afora, já aboliram a carne de seus pratos após tomarem conhecimento dos poderosos venenos utilizados na criação de gados e afins, e com isso,estão preservando a saúde de si próprias e a do planeta, já que aos poucos, a conscientização de que a pecuária é uma das maiores culpadas pela degradação do meio ambiente e de que será no futuro próximo a grande causadora da falta de água potável também, vai tomando vulto, finalmente. Inclusive, já foi constatado, tecnicamente, que o desmatamento de áreas imensas para o cultivo de grãos para o gado e para seu pasto poderiam muito bem serem utilizadas para o cultivo de alimentos para matar a fome das crianças famintas do planeta!

Infelizmente, não se faz um trabalho de esclarecimento para a população que ainda pensa que só a carne é capaz de torná-la saudável, ledo engano, é justamente o contrário! Várias doenças graves estão ligadas diretamente ao consumo da carne! É preciso que a grande população saiba que os vegetais, as leguminosas, os cereais e as frutas são os maiores responsáveis por uma saúde equilibrada e onde podemos encontrar em abundância os elementos principais para uma vida sadia, pois proteínas, carboidratos, lipídios, vitaminas, sais-minerais, fibras e muito mais são encontradas fora da carne. Os alimentos derivados do trigo, como, por exemplo: o pão e o macarrão são fontes de proteínas, carboidratos, vitaminas, ferro, zinco, além das fibras vegetais. Diria: bom, bonito e barato!

Se observarmos o porte dos bois, dos elefantes e dos cavalos veremos que não é a carne que os faz tão majestosos. Todos são vegetarianos! Se você quer adquirir proteína, consuma, além dos alimentos citados acima, o grão de bico, o arroz, o feijão, a soja, o amendoim, o brócolis, a batata, o pão, o espinafre, as leguminosas, aveia etc. As proteínas existem em fartura na natureza! Não é necessário ser conivente com a morte de outros seres vivos para continuar vivendo. Se todos tivessem a chance de ver como esses animais vivem e são abatidos, tenho a certeza de que a visão de suas tripas ensanguentadas e de seus gritos de dor, enquanto pendurados, retalhados e queimados fariam o ser humano abolir definitivamente a morte de seus pratos!

Hoje, quase 9 anos após a minha determinação de não viver à custa do sofrimento de outros seres, sento à mesa com muita satisfação, pois ser vegan, para mim, é uma questão de solidariedade ao próximo – homem ou animal. É uma questão de respeito às gerações futuras, é contribuir para a erradicação da fome no planeta, é proteger o meio ambiente e, sobretudo, livrar os animais das barbaridades que lhes são impostas em nome da ganância e da insensatez humana!

 RELATOS DE FISCAIS E INVESTIGADORES DE MATADOUROS:

Funcionários enfiam cabos de vassouras nos ânus dos animais;

Arrancam e furam com golpes os olhos dos mais rebeldes;

Espancam os animais até a morte;

Arrancam as peles de bois ainda vivos;

Cortam os pés,orelhas e mamas das vacas que ainda estão conscientes depois que as pistolas de atordoamento falharam;

Fazem imersão dos porcos ainda vivos nos tanques de escaldamento;

Galinhas, perus, patos e gansos são colocados nos tanques escaldantes ainda vivos, etc.

Infelizmente, sou obrigada a admitir que não existe infelicidade maior que nascer animal neste planeta enquanto sob o jugo dos humanos!

Fontes:

http://www.maeterra.com.br

http://www.vegetarianismo.com.br/artigos/proteinadietavegan.html

http://www.abritrigo.com.br/nutricao.asp

http://www.portalbrasil.net/educacao_seresvivos_vegetais.html

http://www.pea.org.br

Sugestão: Conheça Sua Carne – Meet Your Meat

“Depois de ver com seus próprios olhos o cruel processo de criação de animais para virarem comida, você entenderá por que milhões de pessoas decidiram deixar a carne fora de seus pratos. Para sempre.” Em uma narração comovente, o ator e ativista Alec Baldwin revela a verdade por trás da invenção mais cruel da humanidade – a criação de animais para alimento.
http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=195777870900147944&hl=pt-PT&fs=true

A autora, Fátima Borges, é vice-presidente da ONG Defesa Animal e Ambiental com Apoio Jurídico (DAAJ). www.vegetarianismo.com.br.

Como tornar-se vegetariano

Vegetarianismo é o hábito alimentar que faz uso de produtos e ingredientes exclusivamente de origem vegetal, com abstenção de todos os ingredientes de origem animal. A adoção do vegetarianismo pode ser vista por muitos como uma restrição alimentar ou uma inconveniência social. Essa visão, porém, é enganosa. A retirada de apenas alguns poucos itens da dieta (carnes, leite, ovos, mel, etc) apenas pode parecer uma restrição alimentar para populações que restringem sua alimentação a esses poucos itens.

Vegetarianos tendem a se alimentar com uma variedade maior de itens do que não-vegetarianos e isso por si torna o vegetarianismo uma dieta menos restritiva do que a dieta convencional. Por esse motivo enfatizamos que o vegetarianismo não significa apenas a exclusão da carne, do leite e dos ovos da dieta, mas significa também a inclusão de outros itens alimentares talvez ainda nem conhecidos.

Como fazer substituições ?

As primeiras perguntas que ocorrem a uma pessoa defrontada pela primeira vez com o vegetarianismo são “Como substituir a carne?”, “Como substituir os ovos?”, “Como substituir o leite?”

Faz-se necessário esclarecer que no campo nutricional essas substituições são absolutamente desnecessárias. Com exceção da vitamina B12, que pode ser fornecida na forma de suplementos ou de alimentos fortificados, não existem outros nutrientes que estejam presentes apenas em alimentos de origem animal e que não possam ser obtidos nos alimentos de origem vegetal. Portanto, quando falamos em substituições estamos falando pelo ponto de vista gastronômico.

A combinação de feijão com arroz e uma boa salada é perfeita para satisfazer as necessidades nutricionais dos brasileiros. Mas alimentação é mais do que nutrição, envolve hábitos, preferências e conveniência.

Pratos vegetarianos podem ser preparados com ingredientes pouco convencionais, seguindo combinações pouco usuais e preparações complexas, mas também podem ser preparados de forma simples, tradicional, utilizando ingredientes facilmente disponíveis. Essa é uma questão de disponibilidade e preferência pessoal.

Adaptando seu cardápio

Famílias onívoras tendem a utilizar não mais do que dez pratos que se repetem sucessivamente. A maioria desses pratos podem ser facilmente adaptados ao vegetarianismo; os que não podem ser adaptados podem ser substituídos por outros pratos.

Uma forma bastante fácil de se tornar vegetariano é analisar seu cardápio atual. Nesse ponto, algumas perguntas devem ser feitas. “Eu me alimento bem?”, “Meu cardápio é suficientemente variado?”, “Dos alimentos vegetais, quais são aqueles que mais me agradam?”.

Em segundo lugar faz-se necessário identificar quais alimentos consumidos atualmente já são vegetarianos: feijão, arroz, macarronada, salada, sopa… É possível que esses alimentos não sejam realmente vegetarianos, pois em muitas casas o feijão é preparado com bacon ou banha, ou a massa de macarrões pode ter ovos, mas isso pode ser facilmente adaptado ao vegetarianismo.

Por exemplo, o macarrão com ovos e molho de tomate com carne moída pode ser substituído por pasta de sêmola sem ovos com molho de tomate, cebola e salsa; o feijão pode ser preparado com óleo de soja…

Em terceiro lugar, pode-se criar a variedade dentro desses alimentos já consumidos, ou seja, pode-se enriquecer ainda mais a dieta. Assim, uma família que sempre consuma feijão carioca pode as vezes consumir outras leguminosas (outras variedades de feijão, lentilhas, grão-de-bico, favas, etc), o arroz as vezes pode ser preparado junto ou substituído por outros cereais (arroz selvagem, trigo sarraceno, quinua, etc), a macarronada pode ser preparada com carne de soja ou creme de leite de soja, o presunto e o queijo podem ser tirados das saladas, que podem receber outros ingredientes antes não utilizados (rúcula, acelga, couve, almeirão, escarola, rabanete, etc); a sopa pode receber novos temperos e ser enriquecida com cubos de tofu.

Em quarto lugar, a substituição efetiva dos alimentos de origem animal da dieta. A necessidade de “substituição” de carne, leite, ovos, mel, etc se dá mais em um contexto sensorial do que nutricional. Conforme explicado anteriormente, feijão, arroz e uma boa salada são suficientes para satisfazer a maior parte de nossas necessidades nutricionais.

Porém, por diferentes motivos, as pessoas não-vegetarianas associam que um prato sem carne, frango, peixe, omelete ou queijo é um prato deficiente, cuja carência necessita ser suplementada. Essa carência é apenas aparente, mas por motivos culturais parece importante que novos vegetarianos encontrem no mercado formas de amenizar essa sensação de carência.

Assim, pode-se encontrar no mercado substituintes da carne animal com qualidades sensoriais que se assemelham a elas em diferentes preparações. São essas as proteínas vegetais texturizadas (PVT), em geral obtidas da soja e do glúten de trigo. Há PVTs pré-preparadas para se assemelharem em gosto e textura a diferentes cortes de carne, frango e peixe.

Leites vegetais, igualmente, podem se assemelhar sensorialmente ao leite animal, especialmente em preparações onde não sejam consumidos puros. Leites podem ser obtidos da soja, de cereais como arroz, aveia e gergelim, de castanhas, de amêndoas, de sementes de girassol, etc. Em preparações como bolos pode-se utilizar o leite de coco ou mesmo água, o que não interfere no resultado final.

Os ovos, quando utilizados em preparações, tem o mero propósito de conferir liga às massas. Nas receitas que pedem um ou dois ovos, muitas vezes esses podem ser substituídos por duas colheres de sopa de água para cada ovo. Outra opção é utilizar uma ou duas colheres de sopa de óleo vegetal para cada ovo ou ainda entre 30 e 50 gramas de tofu para cada ovo.

Em receitas cujo propósito seja realizar uma mucilagem com ovos, como aquelas que utilizam claras, cada ovo deve ser substituído por uma colher de sopa cheia de sementes de linhaça trituradas com ½ xícara de café de água quente

Uma alternativa empregada, especialmente no caso de alimentos a serem fritos à milanesa, é passar o alimento a ser preparado em uma mistura contendo uma colher de sopa de farinha de soja ou farinha de milho adicionadas de duas colheres de água para cada ovo. Substitutos dos ovos de origem vegetal estão disponíveis no mercado, geralmente em formulações em pó.

Em quinto lugar, o novo vegetariano deve buscar por novas receitas que melhor se adequem às suas preferências pessoais. Há no mercado livros de receitas vegetarianas desenvolvidos para atender a todos os gostos: Pratos rápidos, regionais, internacionais, étnicos, voltados para dias de festa, feriados religiosos, doces, bolos, pizzas, etc. Igualmente, muitos sites disponibilizam receitas na internet. Recomenda-se que os iniciantes optem por livros e sites produzidos em seus países, atendendo às preferências, peculiaridades e à disponibilidade de ingredientes locais.

Alimentando-se na rua

Com frequência, o principal empecilho à adoção do vegetarianismo é a percepção de inconveniência em se alimentar fora de casa. Pessoas que almoçam regularmente fora de casa e que não dispõem de facilidade de frequentar restaurantes vegetarianos podem considerar impossível adotar esse hábito alimentar.

Na prática, porém, um vegetariano pode se alimentar bem mesmo quando se vê obrigado a comer fora de casa e não dispõe de restaurantes vegetarianos por perto. Isso é verdadeiro especialmente em restaurantes self-service, mas alguns cuidados devem ser tomados em relação à preparação de alimentos, se eles são preparados com banha ou óleo vegetal. Mesmo churrascarias dispõem de um bufê de saladas repleto de opções para vegetarianos, além de outras opções.

A possibilidade de comer carne, queijo e ovos parece alterar a percepção das pessoas para as possibilidade de não comê-los. Com frequência, pessoas que pegam esses itens em um restaurante deixam de perceber a existência de tantos outros que não contém ingredientes de origem animal.

Há muitos sites na internet que informam sobre a existência de restaurantes vegetarianos e amigáveis para vegetarianos disponíveis em cada localidade.

Certamente o vegetarianismo não é uma corrente dietética restritiva, pelo contrário, o vegetarianismo é uma corrente dietética cheia de possibilidades.

Sociedade Vegana Brasileira

“Vegetarianos e Veganos”



Pense nas suas aulas de geometria. Lembra-se do filósofo grego Pitágoras? Seu teorema sobre o triângulo recto? “A soma do quadrado dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa”. Nascido por volta de 580 aC, perpetuou-se não só por seu gênio matemático como também por ser considerado “pai do vegetarianismo”. Por quase 2.500 anos, europeus e americanos chamavam pitagóricos àqueles que seguiam o vegetarianismo, pois o termo não era usado até a fundação da Sociedade Vegetariana Britânica, em 1847.

O argumento de Pitágoras em favor da dieta sem carne tinha três “pontas” (como um triângulo):
– veneração religiosa,
– saúde física e
– responsabilidade ecológica.
Essas razões continuam a ser citadas até hoje. Enquanto sempre houve vegetarianos na população mundial, muitos escolheram esse caminho mais por necessidade do que por preferência. O mundo medieval considerava vegetais e cereais como comida para animais. A carne era símbolo de status de classe alta: quanto mais alguém comia carne, mais elevada era a sua posição na sociedade – de forma que somente a pobreza compelia as pessoas à substituição de carnes por vegetais.


Vegetarianismo é com frequência ligado a religião, e a força dessa relação parece se vincular diretamente à longevidade de cada credo religioso. O relativamente jovem Islamismo (1.300 anos), por exemplo, não tem cultura vegetariana forte.
Os budistas, por outro lado, seguindo os princípios de não-violência, têm praticado vegetarianismo por 2.500 anos. O Hinduísmo possui princípios vegetarianos que datam de 5.000 anos. Judeus citam uma passagem bíblica como prescrição da dieta original:

“E Deus disse, Eu vos dei cada semente de erva, que estão por toda a terra, cada árvore, nas quais estão os frutos de semente; para vocês elas servirão de comer” (Gênesis 1:29).

Evitar o consumo de carne e jamais comer porco ou mariscos era uma provação (símbolo de pesar e tristeza), voltada também para a restrição dos desejos e prazeres do corpo. O Cristianismo primitivo, com suas raízes na tradição judaica, viram o vegetarianismo de maneira similar – um jejum modificado para purificar o corpo: evitar a carne é uma forma de reforçar a disciplina e a força de vontade necessárias para resistir às tentações.
Isso tornou as restrições dietéticas muito comuns no comportamento cristão da época. E essa crença foi passada adiante, ao longo dos anos, de uma forma ou de outra – por exemplo, a proibição de carne (exceto peixe) da Igreja Católica Romana nas sextas durante a Quaresma.

Na América do Norte o vegetarianismo foi quase um acidente decorrido da preocupação com a Guerra Civil. Em 1863, a crescente Igreja Adventista do Sétimo Dia passou a defender as idéias vegetarianas, abriu um instituto de saúde, mas cedo descobriu que sua sobrevivência dependia de uma equipe médica treinada. Com o apoio da igreja, o jovem John Harvey Kellogg, um convertido ao adventismo, se matriculou e completou o curso de medicina. Em 1876, Kellogg se tornou diretor desse instituto, chamando-o de Battle Creek Sanitarium, e sob sua direção se tornou uma clinica de fama mundial e um centro de fabricação de cereais para café da manhã (Kellog´s). Nutricionistas dos anos vinte e trinta do século 20 não tinham muita disposição tanto para condenar quanto para promover o vegetarianismo, sentindo que faltavam necessárias evidências para justificar ambas as posições. Vegetarianos eram mais lamentados do que valorizados, e tanto a comunidade médica como o público geral expressavam preocupação com as conseqüências da dieta. A explosão das pesquisas científicas depois da Segunda Guerra Mundial atenuaram bastante o estigma da dieta sem carne.
Compilação do artigo “Vibrant Life”(1992), de Glen Blix, Dr. Phd,
professor da Universidade de Loma Linda, Califórnia.





AFINAL, O QUE SÃO VEGANS?


O termo vegan (ou vegano) surgiu para diferenciar os vegetarianos que, além de não comerem carne, excluem de sua dieta qualquer outro produto de origem animal: leite e seus derivados, ovos, gelatina, mel. Os vegans também são contra o uso e a exploração de animais para outros fins, que incluem vestuário (artigos de couro, casacos de pele), entretenimento (circos e rodeios, por exemplo) e experimentação (testes em laboratórios ou utilização de substâncias de origem animal em cosméticos e medicamentos). Ou seja: vegan é o vegetariano levado às últimas conseqUências(?).


Muita gente pergunta:

Se os vegans não comem carne, ovos ou leite, então eles comem o quê?”.
Muito mais do que se possa imaginar!
A variedade de alimentos é enorme, principalmente no Brasil, um dos maiores produtores de soja do mundo e um país com uma enorme variedade de grãos, verduras, legumes e frutas.


Dá para substituir todos os nutrientes encontrados nos produtos de origem animal se você seguir uma dieta vegan ou vegetariana equilibrada. A maioria dos grandes supermercados vende leite e ‘carne’ de soja, além de alguns produtos mais elaborados, como leite de arroz, nuggets, hambúrguer, almôndegas, kibe, salsicha, carne de glúten, maionese… tudo sem carne, leite ou ovos.
Tendo um pouquinho de paciência para ler os rótulos, você vai descobrir que o que não falta é bolacha, chocolate, cereal, panetone, doce, geléia e outros produtos que não utilizam substância alguma de origem animal. E saiba que pão francês também é vegan. Também dá para encontrar muita coisa em empórios de produtos orgânicos e naturais. Restaurantes de comidas típicas (árabes, indianos, chineses, mexicanos, japoneses, tailandeses, italianos) oferecem vários pratos que se encaixam perfeitamente no cardápio vegan ou vegetariano.


Para que não haja nenhum tipo de deficiência nutricional, uma dieta vegetariana/vegan (como qualquer outra dieta) deve conter uma grande diversidade de alimentos vegetais, ressaltando alimentos crus ou preparados de forma que não percam os seus nutrientes (no vapor, por exemplo) e alimentos integrais e não industrializados. Para aqueles vegetarianos que consomem ovo e/ou leite e seus derivados (ovolacto-, ovo- e lactovegetarianos), nenhuma suplementação nutricional é recomendada. Mas para vegans, deficiências de vitamina B12, cálcio e vitamina D podem ocorrer.
Para estas pessoas uma complementação de vitamina B12 e cálcio é recomendada, seja através do uso de alimentos enriquecidos com estes nutrientes como pelo uso de suplementos nutricionais. E nos casos de baixa exposição solar está indicada a suplementação de vitamina D. Em relação ao ferro, trabalhos recentes têm demonstrado que vegetarianos apresentam incidência de anemia por deficiência de ferro igual a onívoros. Assim, a suplementação de ferro deve restringir-se às situações de anemia comprovada ou quando existirem fatores de risco para carência de ferro como gravidez ou hemorragias.