As origens do vegetarianismo no mundo.

– O vegetarianismo surgiu há cerca de 5 milhões de anos. O antepassado mais antigo do homem, Australopithecus Anamensis (foto ao lado), alimentava-se apenas de frutas, folhas e sementes.
– Uma dieta vegetariana era praticada entre alguns grupos religiosos no Egito, por volta de 3.200 a.C, com abstinência da carne baseada em crenças cármicas de reincarnação.
– Na China e Japão Antigos (século 3 a.C.), o clima e os terrenos eram propícios à prática do vegetarianismo. O primeiro profeta-rei chinês, Fu Xi, era vegetariano e ensinou às pessoas a arte do cultivo, as propriedades medicinais das ervas e o aproveitamento de plantações para roupas e utensílios.
– A abstinência de carne sempre foi essencial em filosofias religiosas antigas como hinduísmo, bramanismo, zoroastrismo e jainismo. O vegetarianismo era defendido em versos dos Upanixades e também mencionado no Rig Veda – o mais antigo e sagrado texto da literatura hindu.
– O filósofo e matemático Pitágoras (570 a.C. – 467 a.C., aproximadamente) encorajava o vegetarianismo. Enquanto desejava evitar crueldades aos animais, ele também ressaltava as vantagens de uma dieta livre de carne para a saúde. Pitágoras enxergava o vegetarianismo como um fator crucial para a co-existência pacífica entre os seres humanos, ressaltando a ideia de que o sacrifício de animais brutalizava a alma das pessoas.
– Outros pensadores da Grécia Antiga também eram a favor da dieta vegetariana: Sócrates, Platão e Aristóteles defendiam uma vida natural, que não envolvesse a matança de animais.
– O vegetarianismo sempre foi fundamental ao Budismo, que prega a compaixão a todas as criaturas vivas. O imperador indiano Asoka (que reinou entre 273 e 232 a.C) converteu-se ao Budismo após ficar chocado com os horrores da guerra. Sacrifícios de animais foram proibidos e todo o reino se tornou vegetariano.
– A dieta vegetariana acabou se espalhando no Império Romano por volta dos séculos 3 e 6, entre os seguidores dos preceitos filosóficos do Neoplatonismo, corrente de pensamento baseada nos ensinamentos de Platão.
– Com o Iluminismo do século 18 surgiram novas abordagens quanto ao lugar do homem na ordem da criação. Argumentos de que os animais eram dotados de inteligência e sentimentos foram pela primeira vez difundidos e os maus-tratos a animais eram vistos com cada vez mais antipatia. Entre algumas religiões ocidentais, cresceu o conceito de que o consumo de carne era uma aberração segundo a vontade de Deus e da natureza genuína da humanidade.
– Vegetarianos famosos desse período incluem os poetas John Gray e Alexander Pope, o físico John Arbuthnot e o criador do Movimento Metodista John Wesley. Filósofos importantes como Voltaire, Rosseau e Locke questionavam a crueldade dos homens em relação aos animais e o extremamente influente Os Direitos do Homem (1791), de Thomas Paine, também levantava questões quanto aos direitos dos animais.
– Comunidades vegetarianas eram comuns nos Estados Unidos por volta de 1830, entre grupos religiosos como Adventistas do Sétimo Dia. Um dos mais notáveis praticantes dessa religião era John Harvey Kellog, pastor e inventor do famoso cereal matinal.
– Devido à escassez de alimentos durante a Segunda Guerra Mundial, os britânicos, sob o lema “Escavar para a Vitória” (Dig for Victory), foram estimulados a cultivar seus próprios vegetais e frutas, estimulando o vegetarianismo.
– Entre os anos 1950 e 1960, um grande número de pessoas tomaram consciência do que se passava nas unidades de produção intensiva, introduzidas após a guerra. O vegetarianismo tornou-se bastante popular entre os adeptos da contracultura (Foto 1), nos anos 60, quando as influências orientais se espalharam pelo mundo ocidental.
– Durante as décadas de 1980 e 1990, quando assuntos ambientais ganharam mais espaço nos noticiários, a dieta vegetariana foi adotada por muitos, como forma de contribuição na conservação dos recursos naturais.
– Mais recentemente, o surgimento de doenças como a da vaca louca e a gripe aviária fortaleceram a oposição ao consumo de carne em países importadores do produto.
– Associado à não-violência e ao respeito pelos animais, o não consumo de carne e de produtos derivados de proteína animal vem motivando as ações de inúmeras organizações de defesa dos direitos dos animais e promoção do vegetarianismo/veganismo ao redor do planeta.
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